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08 de junho de 2018 às 09:08h

Empresas da construção civil cresceram 95,15% no Piauí

Segundo o IBGE, em termos absolutos, haviam 227 empresas no Piauí em 2007 e 443 no ano de 2016

As empresas de construção civil, que tinham cinco ou mais pessoas empregadas no Piauí tiveram um crescimento de 95,15%, entre 2007 e 2016, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realiza desde 1990 a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC).

Segundo o IBGE, em termos absolutos, haviam 227 empresas no Piauí em 2007 e 443 no ano de 2016. No tocante ao crescimento do quantitativo de empresas, nesse período de dez anos o Piauí ficou em quarto lugar dentre os nove estados do Nordeste, ficando atrás do Ceará (+195,4%), Paraíba (+171,4%) e Rio Grande do Norte (+104,5%).

Ainda no mesmo período, a maior quantidade de empresas da construção no Piauí chegou a ser no ano de 2014, quando 599 estavam em operação. O IBGE informou que ao se deter sobre um período mais recente, de 2015 a 2016, percebeu que ocorreu uma queda generalizada no quantitativo de empresas no país.

No Piauí a queda no número de empresas da construção foi de 19,31%, acima do que foi observado para o Nordeste (-5,98%) e para o Brasil (-9,14%). Em termos de participação relativa, as 443 empresas da indústria da construção no Piauí representavam, em 2016, cerca de 4,32% das empresas do mesmo ramo no Nordeste e 0,76% das empresas do Brasil.

Sob o aspecto do pessoal ocupado(empregado) na indústria da construção, em 2007 o Piauí tinha 12.232 trabalhadores e em 2016 passou para 17.704, o que representou um aumento de 44,7%. Contudo, analisando-se mais detidamente esse período de 10 anos, percebemos que o maior quantitativo de pessoas ocupadas na construção foi no ano de 2013, quando chegou a ter 37.722 empregados. Com a retração do ritmo da economia brasileira houve, consequentemente, uma redução na taxa de ocupação(emprego), bem pronunciada na construção, onde comparando-se o quantitativo de pessoas ocupadas no Piauí entre 2013 e 2016, temos que houve uma redução da ordem de 53,06%.

Em relação ao salário médio pago na indústria da construção, em 2013 o valor era de R$ 893,63 e em 2016 de R$ 2.019,79, o que representou uma elevação de 126,02% em 10 anos. O valor do salário médio registrado no Piauí em 2016 equivalia a 80% do valor equivalente para o Brasil.

Sobre a massa de salários e outras remunerações pagas pela indústria da construção, o IBGE apurou foa observamos que o maior valor foi registrado no ano de 2014 quando chegou a R$ 752,6 milhões. No último ano da pesquisa (2016) o valor registrado foi de R$ 424,1 milhões, o que representou uma retração de 43,64%.O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Sul Catarinense (Sinduscon) projeta a retomada do crescimento econômico do país a partir de 2017 e, por consequência, o avanço do setor. Na região de Criciúma, as empresas já prepararam lançamentos de olho nos novos nichos de mercado.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza desde 1990 a Pesquisa Anual da Indústria da Construção, que se constitui em uma importante fonte de dados setoriais para compreender o segmento empresarial da atividade da construção no País. Estas informações são indispensáveis para a análise e o planejamento econômico das empresas do setor privado e dos diferentes níveis de governo.

No Brasil, em 2016, segundo a PAIC, a atividade de construção totalizou R$ 318,7 bilhões em incorporações, obras e serviços da construção. O valor das obras e serviços da construção atingiu R$ 299,1 bilhões, sendo que 31,5% deste montante foram provenientes das obras contratadas por entidades públicas (R$ 94,1 bilhões) e o restante por pessoas físicas e/ou entidades privadas.

As empresas ativas da indústria da construção com mais de uma pessoa ocupada totalizaram 127 mil, ocupando cerca de 2,0 milhões de pessoas, em 2016. O gasto com salários, retiradas e outras remunerações atingiu o valor de R$ 58,5 bilhões e o salário médio mensal pago na atividade foi de R$ 2 235,2. (OBS: para mais informações consolidadas do país, bem como por grandes regiões, vide anexo com a publicação completa da pesquisa).

Para o presidente do Sinduscon, Francisco Reinaldo Rebelo Sampaio, as medidas adotadas pelo Governo Federal são essenciais para que o Brasil consiga superar o momento de crise e volte a oferecer oportunidades de crescimento.

Fonte:JMN

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